domingo, 7 de fevereiro de 2010
Libertação.
domingo, 17 de janeiro de 2010
Impromptus
sábado, 16 de janeiro de 2010
Brainstorm
sábado, 9 de janeiro de 2010
Ano novo.
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Chuva
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
O silêncio.
O portão branco de ferro caiado
Protege a frente da casa.
O portão protege tudo dentro da casa.
Protege a casa verde.
E o que não é verde na casa
– não cuidaram dos jardins,
Agora apenas terra e folhas secas,
Já não brilham as rosas.
Mesmo assim, o portão
Baixo e de ferro caiado
Protege a frente da casa
Com suas janelas abertas.
Por trás do portão um vestido.
Vê-se um andar cansado,
Que atravessa o portão e o tempo,
Um andar ido em muitos anos.
Um subir e descer que vai do
Portão à esquina da rua,
Como quem procura uma razão.
Ou assim, meio perdido,
De quando se espera por alguém
Para o almoço: se espera uma surpresa.
Um andar, ansioso, mas lento, que tem
Por companhia um portão,
Um portão branco, apenas.
E assim, o tempo passa. Passam-se
Os dias, lentos, ora alegres,
Ora em ventos. E enquanto sopra
O vento, o vestido de algodão
Acende uma vela e ora, e chora,
E volta ao portão como quem espera.
Mantêm-se paciente (o vestido). Olha na esquina,
Observa o que vem do cruzamento das
Ruas. E volta, para a companhia
De um portão branco de ferro caiado.
Hoje, o portão, já não protege mais aquele
Vestido de algodão que guardou,
Por longos anos, olhos
Acinzentados vidrados no futuro
E tecidos de paz e amargura,
Amargura de quem espera,
Por uma companhia diferente que seja
Daquele portão protetor de ferro caiado de branco.
O vestido no armário, o portão protege a casa,
O silêncio da espera.
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
O Abraço
Aos poucos, no que teus braços
Contornam meus traços, minha
Consciência em lentos passos
Percorre meus nervos, me salta
Dos poros e arrebata parte
De teu espírito para mim.
Meus trêmulos braços percorrem
Seus traços e eu, com consciência
Canibal (engolindo teu espírito) e
Nervos em saltos, tento, traço
A traço, um passo a mais em
Teus braços. Mas nós, nervo a nervo,
Passo a passo, em poros, braços e
Espíritos – ora estreitos ora esparsos –
Nos demoramos, conscientes apenas
Do abraço (que aproxima, mas que
Reafirma – aquele que separa – o traço).